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CASCAIS

Nova autoescada em fase de montagem

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A nova autoescada dos Bombeiros Voluntários de Cascais, custeada integralmente pelo município cascalense, encontra-se já em fase de montagem na Alemanha e deverá estar pronta em maio do próximo ano.
Trata-se de uma viatura orçada em quase um milhão de euros com características especiais e uma enorme capacidade de manobrabilidade, adaptada à operação em espaços diminutos e artérias estreitas, nomeadamente no centro histórico desta vila.
Em mais de um século de história é a segunda vez que a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Cascais contrata diretamente a marca alemã "Magirus" para o fornecimento de um esquipamento desta natureza.
Em 1897, a instituição encomendou uma "escada mecânica com systema Magirus" que custou mais 721 mil reis despendidos em moeda alemã à razão de 320 reis/1 marco.
Este investimento foi possível graças a uma subscrição pública muito concorrida que contou com os contributos do Rei D. Carlos, das Rainhas D. Amélia e Maria Pia, duques de Palmela e de Loulé, Carlos Anjos, Jayme Costa Pinto, Joaquim Theotónio Segurado, Marquês do Fayal, Jorge O`Neil, a empresa Bernardino Filho e Ribeiro, os condes da Guarda e de Arnoso, Francisco Leal Pancada, Henrique Sommer, José Nunes Ereira, o médico José Passos Vella, a condessa de Farrobo, José Florindo d`Oliveira, seis companhias seguradoras, António Villar e José Júlio Pessoa, entre muitos outros.
A 13 de abril de 1998 foi divulgada toda a lista dos subscritores assinada pelo então presidente da direção da Associação, cónego José Maria Loureiro. Nesta lista eram também prestadas contas sobre a despesa final dos 721 mil reis dos quais, 511 mil disseram respeito à escada e a diferença, à embalagem, ao transporte e descarga em Lisboa. O transporte entre Lisboa e Cascais foi oferecido por Maria dos Prazeres Aguiar d`Oliveira.
No passado, como no presente, relativamente à nova autoescada especial, estão prestadas todas as contas, como aconteceu ao longo dos 135 anos de vida da Associação, conforme defende a atual direção. Em 1897, ao adquirirem um equipamento dispendioso e pouco comum à época, e em 2021, com nova aquisição especial, os Voluntários de Cascais continuam ativos e na busca de meios cada vez mais eficazes para a prestação do socorro.

Sofia Ribeiro
05.11.2021 | 15h31