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TRANSPORTE DE DOENTES COVID-19

Bombeiros exigem igualdade de tratamento


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A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) “exige ao Ministério da Saúde e às restantes administrações regionais de Saúde o mesmo tipo de tratamento que a Administração Regional de Saúde do Algarve “está a ter, e bem”, ressarcindo as associações e corpos de bombeiros daquela região “pelo transporte de doentes não urgentes para tratamento de hemodiálise”, incluindo nesse grupo “os doentes em isolamento profilático, devido a tratar-se de caso suspeito ou confirmado, que não necessitam de internamento hospitalar, mas a quem é premente garantir a continuidade da realização dos tratamentos e manutenção do acesso vascular/cateter”, pode ler-se no comunicado enviado pela confederação à comunicação social Segundo denuncia da LBP a “ARS do Algarve criou uma tabela especial que estabelece com rigor e detalhe o pagamento desses serviços com preço por quilómetro percorrido, taxa de saída, higienização do veículo e equipamentos de proteção individual, situação que não ocorre em mais parte nenhuma do País”.

A LBP exige, assim “que, para já, o Ministério da Saúde (MS) e todas as ARS se regulem por aquela tabela que considera justa, lamentando que até à data, não obstante a insistência da LBP, nada tenham feito nesse sentido, prova de desconsideração e respeito para com o trabalho desenvolvido pelos bombeiros na primeira linha da pandemia”.

Segundo a LBP, fica mais uma vez provado que, “à falta de uma tabela de pagamentos adequada à realidade do COVID19 praticada pelo tutela e restantes ARS, na maior parte do País continuam a ser as associações e corpos de bombeiros a suportar os custos reais do transporte de doentes não urgentes gerados com a pandemia”. Neste momento, salvo o caso do Algarve, frisa a LBP, “em todas as restantes regiões os bombeiros continuam a ser ressarcidos como se não houvesse pandemia nem cuidados especiais e despesas acrescidas com essa missão”.

Sofia Ribeiro
29.12.2020 | 17h45