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COVID-19

Portugal deixa emergência e entra em calamidade

PROGRAMA NACIONAL DE VACINAÇÃO-Fevereiro, mês dos bombeiros

Portugal sai esta sexta-feira, às 11h59 do 15.º Estado de Emergência. Dia 1 de maio começa a vigorar o Estado de Calamidade ao mesmo tempo que 270 dos 278 concelhos do continente entram na quarta e última fase do plano de desconfinamento, depois de quatro longos meses de um (quase) isolamento profilático coletivo.
O processo de vacinação avança, agora a ritmo mais acelerado, a diminuição do número de infeções e internamentos permite abrandar nas restrições e até antecipar medidas da reabertura "a conta gotas" anunciada por António Costa, no passado mês de março.
Assim, já a 1 de maio, e não no dia 3 como esta previsto, os restaurantes e salas de espetáculo passam a funcionar, ainda que com "limitação condicionada" até às 22h30, enquanto o comércio em geral pode estar de portas abertas até às 21h00, aos dias de semana, e até às 19h00 aos fins de semana e feriados.
Passa a ser permitida a prática de todas as modalidades desportivas, bem como de toda a atividade física ao ar livre e os ginásios podem funcionar com aulas de grupo. A lotação para casamentos e batizados fica "limitada a 50% do espaço".
E porque importa não baixar a guarda e o combate contra a Covid-19 é uma missão de todos, conforme frisou o presidente da República, o Governo mantém em vigor o dever cívico de recolhimento domiciliário, a obrigatoriedade de uso de máscaras ou viseiras, o controlo da temperatura corporal, a realização de testes de diagnóstico, bem como a regra do distanciamento físico em estabelecimentos ou locais abertos ao público.
A regras definidas, a 29 de abril, em Conselho de Ministros, para a generalidade do País, não se aplicam a duas freguesia do município de Odemira - São Teotónio e Longueira/Almograve, em cerca sanitária -, e aos concelhos de Aljezur, Resende, Carregal do Sal, Portimão, Paredes, Miranda do Douro e Valongo.
O Governo anunciou ainda uma "avaliação intercalar semanal" para averiguar a possibilidade destes concelhos, que agora se encontram em situação epidemiológica desfavorável, podem, ou não, avançar no desconfinamento.

Sofia Ribeiro
30.04.2021 | 11h55