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PRESIDENCIAIS

Campanha passa pelos quartéis

PRESIDENCIAIS-Campanha passa pelos quartéis

A pandemia imprimiu ritmo "estranho", mais lento, ainda que com laivos de truculência que não se impunham, eram mesmo dispensáveis, numa corrida à presidência da República. Ainda assim, e porque também de hábitos se faz o percurso de um candidato, esta é ocasião para colocar na ordem do dia problemas e circunstâncias que daqui a uma ou duas semanas deixam de integrar as agendas dos eleitos e até dos seus opositores.
Tal como seria expetável, a campanha já passou pelas associações humanitárias e quartéis de bombeiros. Marcelo Rebelo de Sousa visitou os Voluntários do Dafundo, Ana Gomes, os de Carnaxide e Tiago Myan rumou mais a Sul, à "casa" dos Bombeiros de Albufeira.
Com pouco para a prometer a um setor está a atravessar momentos muito difíceis, de extrema exigência, apenas o recandidato Marcelo Rebelo de Sousa, ainda que na condição de presidente, veio anunciar o que já todos ouviram dizer:
Os bombeiros vão ser vacinados "em conjunto com as Forças Armadas e com as forças de segurança, nos chamados serviços essenciais", frisando, contudo, mas que o Governo quer "acelerar o processo " e para isso até já solicitou à Liga dos Bombeiros Portugueses que indique quais são "os prioritários".
A polémica primazia dada aos profissionais do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) do programa de vacinação não escapou às mulheres e homens que integram as fileiras dos operacionais que estão desde a primeira hora na linha da frente no combate à Covid-19 e que por isso exigem, tão somente, "igualdade" no tratamento. Sobre esta matéria Marcelo Rebelo de Sousa reconheceu que os bombeiros enfrentam um risco "certamente semelhante ao pessoal do INEM que faz o transporte de doentes", mas, ainda assim, "diferente do pessoal dos lares, que esse está em contacto permanente com os internados nos lares, aí o risco é maior".
O Presidente da República disse ainda que o ministro da Administração Interna "percebeu o que sentiam os bombeiros, que era verem que certas estruturas estavam a ser vacinados e eles não estavam a ser vacinados, cumprindo missões semelhantes de transporte de doentes, e que era preciso acelerar, obviamente, a vacinação dos bombeiros".
Na defesa da rápida vacinação o chefe de Estado destacou que "o bombeiro que transporta hoje Covid, transporta amanhã não Covid, está em contacto com a comunidade, e pode, sem querer, ser portador de um risco para ele, para a corporação, para a comunidade".
Já o candidato Marcelo para além da selfie da praxe não deixou de ouvir lamentos suscitados pelas dificuldades causadas pelos tempos de espera à porta das urgências de vários hospitais do País.

Sofia Ribeiro
18.01.2021 | 12h08