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PANDEMIA

Emergência por mais oito dias

PANDEMIA-Emergência por mais oito dias

Com os votos favoráveis do Partido Socialista (PS) Partido Social Democrata (PSD) e da deputada não-inscrita Cristina Rodrigues, o estado de emergência foi renovado por mais oito dias - de 8 a 15 de janeiro.
Esta “mini” emergência, proposta pelo Presidente da República, permitirá manter restrições até à próxima reunião de especialistas no Infarmed, agendada para o próximo dia 12. Os últimos números da pandemia não permitem baixar a guarda, essa é pelo menos a convicção do Governo partilhada por Marcelo Rebelo de Sousa.
Em nota publicada na página oficial da Presidência, o chefe de Estado fundamenta (mais) esta renovação do estado de emergência com a escassez de dados relativamente aos efeitos do “alívio de medidas” no Natal, “bem como do período seguinte, de Ano Novo”, reconhecendo, ainda assim, que os dados mais recentes são “muito preocupantes”, e justificam “a imperiosidade das medidas de emergência”. Marcelo Rebelo de Sousa sublinha que “só no dia 12 serão ouvidos os especialistas acerca dessa matéria” e conhecidas “as projeções da sua evolução imediata” e, a assim sendo, embora reconheça a “vontade de todos nós que o estado de emergência cesse logo que não seja estritamente necessário e tendo o começo da vacinação trazido acrescida esperança, a pandemia continua, ainda, a ir mais depressa do que a vacinação”, deixa claro que os “sacrifícios que nos continuam a ser pedidos e a paciente coragem com que têm sido enfrentados, que se impõe a todos, a começar pelo Presidente da República”.
Entretanto, já hoje, no final de mais um conselho de ministros, António Costa anunciou a aprovação uma extensão das regras em vigor para os próximos sete dias, sendo que, já no próximo fim de semana, regressa a proibição de circulação entre concelhos e recolhimento depois das 13 horas nos municípios com mais de 240 casos por cem mil habitantes, ou seja, apenas 25 concelhos ficam de fora destas restrições.
Na próxima semana a situação será reavaliada ainda assim o chefe de Governo alerta que poderão ter de avançar medidas mais restritivas, o que aliás já é uma realidade em muitos países europeus.
Registe-se que segundo o último boletim epidemiológico da Direção Geral de Saúde (DGS) o País regista, hoje, 9927 novos casos e mais 95 óbitos.

Sofia Ribeiro
07.01.2021 | 15h51