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INCÊNDIOS RURAIS

Todos os meios a postos

INCÊNDIOS RURAIS-Todos os meios a postos

O primeiro dia julho determina o início da "época" de fogos e o consequente arranque da fase mais musculada do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).
Para o denominado nível IV, que vigora até 30 de setembro, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) anuncia um reforço no número de operacionais no terreno, que este ano são mais 231, sendo que 117 são bombeiros e os restantes sapadores florestais.
Assim, nos próximos três meses, estarão no terreno um total de 12.058 combatentes integrados em 2.795 equipas, apoiadas por 2.656 veículos. Neste período são 60 os meios aéreos disponíveis no apoio às operações, exatamente os mesmos que em 2020. No âmbito do DECIR está em funcionamento, desde o passado dia 7 de maio, a Rede Nacional de Postos de Vigia, composta por 77 pontos que permitem prevenir e detetar incêndios.
As novidades do dispositivo deste ano prendem-se com as alterações da lei orgânica da ANEPC que instituiu a criação de cinco comandos regionais - Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve – que já estão em pleno funcionamento. Em declarações à comunicação social, o comandante nacional da ANEPC, André Fernandes, assinala a importância destas estruturas de decisão intermédia que visam agilizar o trabalho e a coordenação regional das diferentes entidades envolvidas nas operações.
No DECIR21 estão à disposição da Força Especial de Proteção Civil da ANEPC três drones para a recolha de imagens térmicas o que possibilita, por exemplo, acautelar reacendimentos após os trabalhos de rescaldo e os designados pontos quentes dos incêndios. Estes equipamentos vão ser utilizados, sempre que necessário, em todo o País.
André Fernandes fala ainda robustecimento da estratégia encetada em 2018 com um uma reforçada aposta Núcleo de Apoio à Decisão Operacional da ANEPC. Este ano, quando a dimensão ou perigosidade das ocorrências o justifiquem, voltam a voar os dois aviões que asseguram ações de monitorização dos incêndios, a captação de fotografias e a recolha de imagens, em vídeo com áudio.
Segundo este responsável tudo parece estar a postos para uma reposta eficaz até mesmo em matéria da preparação dos meios humanos. A prova-lo, não obstante as contingências impostas pela pandemia, as 437 ações de treino operacional promovidas este ano pela ANEPC que envolveram 5.225 formandos.
Segundo, dados ainda provisórios, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), entre 1 de janeiro e 1 de julho de 2021, registaram-se 3.629 ocorrências de incêndios rurais, que resultaram em 11035 hectares de área ardida.

Sofia Ribeiro
01.07.2021 | 14h16