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LBP QUESTIONA MINISTRA DA SAÚDE

Hospitais não podem reter macas dos bombeiros

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A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) dirigiu à ministra da Saúde, Marta Temido um ofício insurgindo-se contra a retenção abusiva das macas das ambulâncias dos bombeiros pelos hospitais.

“A questão que ora lhe apresentamos não é nova, mas pela dimensão e agravamento que tem vindo a atingir deverá implicar novas medidas de organização dos próprios estabelecimentos hospitalares de modo a não prejudicar a capacidade operacional do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) de que os bombeiros fazem parte como destacado parceiro” refere o presidente da LBP no ofício.

“A questão prende-se com a retenção de macas nas urgências hospitalares por tempo exagerado, com período de espera que chegam a atingir as três horas” aponta o comandante Jaime Marta Soares adiantando que, se “já antes isso acontecia por razões e responsabilidade que só pode ser assacada às unidades hospitalares, nomeadamente, por não disporem de macas para receber os doentes que acorrem às urgências transportados pelas ambulâncias dos bombeiros: Temos alertado para isso, pela recorrência e cada vez mais frequência da situação”.

No ofício à ministra da Saúde, o presidente da LBP sublinha que “neste momento a situação pandémica obriga-nos a todos, ao seu nível de responsabilidade a cumprir procedimentos específicos de controle aos doentes, nomeadamente, à necessidade de proceder ao rastreio dos doentes relativamente ao COVID-19”.

“O que acontece é que esse rastreio demora tempo e exige procedimentos a que a imobilização das macas deverá ser alheia e, findo o transporte do dente a maca deverá ser libertada para que os bombeiros possam regressar ao quartel, para desinfetarem a viatura e retomarem com ela sua atividade operacional” adianta o presidente da LBP lembrando que, “todos os constrangimentos e bloqueios que podermos ultrapassar para apoio e socorro aos portugueses são determinantes, razão pela qual solicitamos os seus bons ofícios juntos dos estabelecimentos hospitalares integrados no SNS para o exercício de boas práticas como seja a libertação das macas”.

A terminar, o comandante Jaime Marta Soares lembra a Marta Temido que, “a eficiência e a eficácia de uns não podem por em causa a dos outros e todos teremos a ganhar com isso, em especial, os portugueses por quem todos temos a obrigação de velar”.

Sofia Ribeiro
22.12.2020 | 13h06