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Capa do jornal "Bombeiros de Portugal"

Director: Rui Rama da Silva

segunda-feira,

10/12/2018

22:33

ACIDENTE DE BORBA

LBP critica atitude do presidente da ANPC

07/12/2018 12:42:29


BORBA_DERROCADA_FOTO LUSA.JPGBORBA_DERROCADA_FOTO LUSA_1.jpgFOTOS: LUSA
“A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) elogia todos os operacionais que intervieram no acidente ocorrido na pedreira de Borba e todo o trabalho a coordenação desenvolvido pelo comando distrital de Évora da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC)”, assinala a confederação em comunicado enviado aos órgãos de comunicação social, sublinhando a missão dos “bombeiros e todos os outros operacionais que ali deram o seu melhor com risco da própria vida”.

“Mais uma vez a comunidade ficará credora de todo o respeito e admiração para com todos eles”, pode ler-se no documento.

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Contudo, a LBP “lamenta a atitude tomada pelo presidente da ANPC, Mourato Nunes, por nunca ter aparecido no decorrer das operações e só ter surgido para o encerramento das mesmas, assumindo a conferência de imprensa, subalternizando quem lá esteve durante todo o período, e por não ter estado rodeado dos vários representantes dos operacionais que estiveram no terreno”.

A confederação vai mais longe, considerando mesmo que as funções de Mourato Nunes impunham “uma presença assídua, o que nunca aconteceu, por isso era dispensável a sua presença na fase final das operações”.

“Procurar retirar louros de uma ação na qual nunca participou era dispensável e é lamentável. Os operacionais que sempre estiveram presentes e que deram o seu melhor não são merecedores de tamanha desconsideração”, considera a LBP, sustentando que “essa responsabilidade deveria ter continuado a ser exercida pelo comandante distrital, rodeado desses mesmos representantes, a quem cabia fazer o encerramento dos trabalhos, e não a qualquer outra personalidade por mais “importante” que seja”.

Para a LBP, “fica mal ao presidente da ANPC essa omissão, facto que demonstra, mais uma vez, que no seio da proteção civil em Portugal, há uns que trabalham e outros que só aparecem no final para colher louros”.

Recorde-se que no dia 20 de novembro, ruiu um troço a estrada 155 que fazia a ligação entre Borba e Vila Viçosa, no distrito de Évora. Do aluimento de terras, que arrastou para dentro de uma pedreira já desativada duas viaturas, resultaram cinco mortos.

As operações de regaste das vítimas, que mobilizaram dezenas de operacionais, prolongaram-se por 13 longos e penosos dias que deixaram Portugal, mas sobretudo os concelhos de Borba e Vila Viçosa em suspenso, não obstante, todas as dificuldades daquele terá sido uma complexa e arriscada operação foi possível retirar das águas os corpos de dois funcionários da pedreira e outros três homens que, em duas viaturas, passavam naquela via quando se deu a derrocada.

 

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