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Capa do jornal "Bombeiros de Portugal"

Director: Rui Rama da Silva

sexta-feira,

23/08/2019

00:18

"BRAVOS HERÓIS"

LBP adere a movimento nacional de sensibilização

01/08/2019 11:29:52

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A nova Casa dos Bombeiros, no Paço do Lumiar, foi o local escolhido para a apresentação de “Bravos Heróis” um projeto com chancela da Global Media Group (GMG), que integra Jornal de Notícias, Diário de Notícias e TSF, e mobiliza, também, a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), o ministério da Administração Interna (MAI) e a Tabaqueira.

Com esta campanha que tem a duração de oito semanas os promotores pretendem dê origem a um grande movimento nacional de sensibilização, visa dar voz e visibilidade a vários comandantes de corpos de bombeiros de Norte a Sul do País, o que permite dar a conhecer realidades e especificidades territoriais, mas, também, alertar as populações para práticas corretas quer na prevenção quer na reação aos incêndios.

BRAVOS-HERÓIS3.jpgJaime Marta Soares, presidente da LBP, mais uma vez, sublinhou que os bombeiros lusos “estão ao nível dos melhores de todo Mundo em todas as missões, nomeadamente no combate a incêndios florestais” e que, por isso não precisam de ouvir em língua estrangeira, o que há muito sabem em português”. 

Sustentou que a problemática dos incêndios reside nas condições da floresta, ou neste caso na falta delas. 

“A floresta portuguesa ainda é o que é porque existem os bombeiros”, disse, para depois, por o “dedo na ferida” e reduzir uma espécie de fatalidade nacional à incapacidade dos responsáveis de “retirarem lições do que se tem vindo a passar nas últimas décadas”. Jaime Marta Soares denunciou a “falta de prevenção estrutural”, exigindo ao poder político celeridade na “reorganização territorial das florestas”.

“A floresta portuguesa tem de ser uma prioridade”, enfatizou.

A presidir à sessão de apresentação, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, elogiou e a iniciativa, considerando-a mesmo “um verdadeiro exercício de cidadania”,

BRAVOS-HERÓIS5.jpg“É fundamental unirmo-nos neste esforço nacional em torno dos que estão na primeira linha” defendeu o titular da pasta da Administração Interna, e foi mais longe quando pediu “serenidade e confiança”, difíceis de garantir nos períodos de maior aflição para as populações, afirmando que o tempo do combate não é o tempo da crítica. Eduardo Cabrita reconheceu que, nesta matéria, a aposta terá de ser prevenção até porque as alterações climáticas, deixam antever mais ocorrências e de maior dimensão.

No rescaldo do incêndio de Mação e ainda, no combate à acesa polémica das golas anti fumo fornecidas às populações mais vulneráveis pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), no âmbito do projeto “Aldeia Segura”, o ministro optou por recentrar a discussão nos números, e, ainda que com as devidas cautelas não deixou de falar de resultados encorajadores tendo em conta que, na última década, a média anual situa-se nos 20 500 incêndios e 140 mil hectares de área ardida, referiu que em 2018, o número de incêndios caiu para os 12 mil, menos 44% do que a média e cerca de 40 mil hectares de área ardida (menos 68%) e apenas um incêndio de grande dimensão. Este ano, ressalvou, até à data, o número de ignições, ainda que mais de seis mil, estará 34% abaixo da média dos últimos 10 anos.

“Todos somos necessários para reduzir o número de incêndios", defendeu Domingos de Andrade, diretor do Jornal de Notícias, na sede da Liga dos Bombeiros Portugueses, destacando “a importância de se dar voz”, durante todo o ano, “aos 42 mil bombeiros que são bravos heróis”.

"Bravos Heróis" conta com o apoio da Tabaqueira, e o diretor-geral Miguel Matos começou por demonstrar "solidariedade com todos os que se sacrificam pelo combate", para depois salientar ter chegado o momento de todos os portugueses se unirem na prevenção dos incêndios florestais e se mobilizarem para a criação de “um movimento cívico nacional que aposte em comportamentos sustentáveis e responsáveis”, sublinhando que todos podem “fazer algo para proteger Portugal, o ambiente e as florestas” desde logo com soluções e melhores práticas que reduzam ou eliminem a atividade humana que envolva combustão”.    

                                                                                                                                                                                                                                                                                                 Sofia Ribeiro

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