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Capa do jornal "Bombeiros de Portugal"

Director: Rui Rama da Silva

domingo,

30/04/2017

08:10

Não há limite para o agradecimento

02/11/2016 11:48:50


PSoutub..JPGMuitos órgãos autárquicos, executivos, assembleias municipais e juntas de freguesia, inundam todos os anos, por esta altura, as suas alocuções com moções de congratulação, agradecimentos e homenagem aos bombeiros portugueses pelo esforço e desempenho no combate aos incêndios florestais.

É bom que os bombeiros possam sentir estas demonstrações de respeito e de carinho, votos de louvor pelo esforço e abnegação no combate ás chamas, na defesa das populações e dos seus bens.

Mais uma vez, os autarcas vêm a terreno testemunhar que ficaram todos a “dever aos bombeiros o combate às chamas, frequentemente numa guerra em que a pequenez dos homens se defrontou com a implacável voracidade das chamas, num combate claramente desigual, onde alguns perdem a vida”.

Os autarcas adiantam ainda que, “estes homens e mulheres, maioritariamente voluntários, são confrontados diariamente com estes cenários dantescos para proteger pessoas e bens, deixando para trás a família e quantas vezes a sua própria segurança, merecem todo o nosso respeito e admiração, que devem ser demonstrados e não apenas sentidos”.

Esta posição assumida pelos autarcas, presidentes de câmara, vereadores, deputados municipais, executivos de juntas de freguesia, é já uma tradição, que assinalamos, registamos e louvamos.

Passada a fase crítica dos incêndios florestais, como tem acontecido, teme-se que em termos gerais, se volte a cair numa certa letargia ou indiferença em relação ao trabalho e ao esforço dos bombeiros que continuam nos 365 dias do ano, na floresta, nas praias, nas cidade, vilas e aldeias, nas estradas e caminhos, vias urbanas e tantas outras situações, focados como sempre no socorro.

Por muito que custe dizê-lo, mas não se pode deixar de o fazer, há autarcas que parecem também alinhar nessa prática durante o resto do ano.

Mas, algo tem vindo a mudar nos apoios municipais às associações de bombeiros e até na promoção e apoio ao voluntariado. Neste caso, vão-se somando os Municípios e as Juntas de Freguesia que decidem criar programas específicos de apoios aos bombeiros voluntários, seja isentando-os de taxas municipais em diversas situações, seja no acesso à habitação social municipal, seja ainda no acesso aos equipamentos desportivos e culturais.

Temos vindo a compilar todas essas situações. São boas práticas que importa sinalizar, estudar, enaltecer e divulgar, para que tantas outras autarquias possam vir a repeti-las ou até a ampliá-las.

Acreditamos que, a par dos incentivos ao voluntariado que temos vindo a negociar insistentemente com o Governo, é também ao nível municipal que se podem obter ganhos nesse sentido, nomeadamente, pelo alargamento de apoios ao funcionamento das associações de bombeiros. Trata-se de concorrer para a sua sustentabilidade e salvaguardar os meios e a sua disponibilidade para a prestação do socorro. Há disso vários exemplos.

É importante que nas cerimónias de bombeiros, entre outros temas igualmente importantes, se destaquem as boas práticas das dinâmicas locais, dessas parcerias, com resultados bem visíveis no desenvolvimento económico, social, cultural, ambiental e, ainda, na própria qualidade de vida e bem-estar das populações. Todos os autarcas sabem disso mas nem todos apostam ainda suficientemente no apoio aos seus bombeiros.

É por isso fundamental, apelar à sua participação e à sua influência junto da Associação Nacional de Municípios Portugueses, para que se possa assumir e estruturar em termos nacionais a equidade e a paridade que altere o paradigma, que permita assegurar a sustentabilidade económica e financeira das Associações Humanitárias de Bombeiros.

Não se pretende subsídios avulsos, mas sim, investimento em pessoas e meios que, conforme a história tem provado, são essenciais na excelência do trabalho prestado pelas autarquias.

Não haverá limite para as parcerias, já que também não houve, nem haverá limites ao esforço, disponibilidade e competência com que os bombeiros se devotam à sua missão de bem fazer e socorrer em prol das vidas e haveres de todos os Portugueses.

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