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Capa do jornal "Bombeiros de Portugal"

Director: Rui Rama da Silva

terça-feira,

26/03/2019

20:10

Continuamos na primeira linha

09/01/2019 12:49:46


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A cada ano que passa, torna-se mais difícil a elaboração de um Plano de Atividades, não porque nos falte ânimo ou não tenhamos ideias concretas e objetivas quanto à ação da Liga dos Bombeiros Portugueses, mas porque o momento que vivemos face à aprovação de legislação pelo Conselho de Ministros de 25 de outubro de 2018, sejamos claros e diretos como sempre, torna ainda mais incerto o futuro dos Bombeiros Portugueses. A LBP como sua legítima representante está particularmente atenta a essa situação e na primeira linha de defesa dos Bombeiros, das suas estruturas e consequentemente na defesa dos bens e haveres das populações, que sempre juraram servir e defender.

Perante as atitudes do Governo, por mais estranho e até bizarro que se apresente, até parece que não faz sentido a existência de Bombeiros em Portugal, cujo nascimento, manutenção e melhoria, sempre foi orientada na defesa das populações, seja no transporte de doentes urgentes e emergentes, seja no transporte de doentes não urgentes e em todas as outras ações de socorro confiadas aos Bombeiros.

Em todo o caso, podem todos os bombeiros, comandos e dirigentes estar certos, não deixaremos os créditos por mãos alheias, como ousa dizer-se, e a Liga dos Bombeiros Portugueses, consciente das suas responsabilidades apresentou ao Conselho Nacional, o Plano de Atividades e Orçamento para 2019, com o compromisso de, como tem reafirmado e demonstrado, tudo fazer na defesa da sua estrutura, enquanto Confederação dos Bombeiros de Portugal.

Foi assim que apresentámos um conjunto de propostas que visam tornar exequível o Plano de Atividades, como reflexo da nossa vontade, assente na capacidade que sabemos ter e que consideramos necessária para atingir o desidrato a que nos propomos.

Reforçar o papel da LBP, reconhecida e respeitada no seio da sociedade portuguesa é, e continua a ser, o nosso objetivo central, como Instituição congregadora do papel exercido por todas as entidades que detém Corpos de Bombeiros, sejam elas Associações Humanitárias ou Câmaras Municipais.

Dos fracos não reza a história, como é comum dizer-se. Por isso, ao invés, ela é abundante em referências aos Bombeiros. E ela, com todos os registos que deles constam ao longo dos séculos, é prova cabal e definitiva, da maturidade que os bombeiros foram ganhando ao longo desse tempo e, também, da sua capacidade de adaptação e evolução em face dos desafios e das metas que, eles próprios, e a sociedade em conjunto com eles, foi traçando ao longo desse rico e prolongado percurso.

O que os Bombeiros hoje são resulta de um trabalho corajoso e destemido de muitas gerações que ao longo da história souberam bem interpretar os seus sinais e a eles corresponder sempre de forma pró-ativa e fortemente eficaz.

Esta extraordinária massa humana de mulheres e homens cuja generosidade e abnegação não tem limites são merecedores de um enorme respeito e crédito por parte da sociedade e do Estado.

Mais um Plano de Atividades, como o que agora foi apresentado no Conselho Nacional, não é mais do que o elencar dos desafios que apresentamos precisamente a todos nós e, em muitos casos, ao próprio Estado para que, no mínimo, saiba merecer os extraordinários bombeiros que Portugal tem.

Assim sendo, vamos continuar na primeira linha a pugnar pela segurança e o bem-estar dos Portugueses e, para tal, a exigir que possamos dispor dos meios necessários e eficazes para que o consigamos executar com êxito.

 

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