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Capa do jornal "Bombeiros de Portugal"

Director: Rui Rama da Silva

segunda-feira,

24/06/2019

17:02

Ao serviço de quê ou de quem?

07/04/2019 10:20:17

Os Bombeiros Portugueses só querem 

que os respeitem por aquilo que são 

e pelo que fazem

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A história em torno do Fornecimento de Refeições e Combustíveis, a auditoria à Escola Nacional de Bombeiros (ENB), as averiguações em torno das Deslocações de Meios das Associações e Corpos de Bombeiros a Lisboa em dia de Concentração Nacional e, mais recentemente, a investigação anunciada em torno do Fundo de Proteção Social do Bombeiro fazem crer que andamos a incomodar muita gente. Aliás, só isso pode explicar a forma cirúrgica como, e quando, foram mediatizadas essas questões.

Outra questão que também merecerá séria reflexão é alguém admitir que os assalariados das associações de bombeiros, incluindo os elementos que compõem as Equipas de Intervenção Permanente (EIP), possam pôr em causa a sua função também voluntária. Se assim fosse, estaria posta em questão a primeira condição, incontornável, para que precisamente possam fazer parte das EIP e ser assalariados das respetivas associações, na sua condição primeira: Bombeiro Voluntário.

Descanse o demagogo autor, de manhã e à tarde sindicalista, nas horas vagas dirigente associativo, bem demonstrativo do seu inqualificável caráter no mínimo intelectualmente desonesto, razão mais que suficiente para que os seus ditos não nos incomodarem. Em qualquer circunstância, hoje como sempre, estivemos e estaremos tanto ao lado dos Bombeiros Voluntários como dos Profissionais, sem qualquer exceção.

À primeira vista, poderá entender-se tratar de iniciativas avulsas, mas depois de alinhadas é que nos poderão fazer concluir que, de facto, têm um fio condutor entre si.

Não se trata de filiar ou apelar à chamada teoria da conspiração, mas, tão-somente, com muita objetividade, fazer a leitura dos factos e das suas implicações e estabelecer um natural nexo/causalidade.

Importa questionar sobre a quem beneficia denegrir a imagem dos Bombeiros e das suas Associações Humanitárias e envolvê-los numa nebulosa de eventuais suspeições, gratuitamente enunciadas nos termos em que são lançadas, mas suficientemente lesivas para justificar aquilo que a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) tem exigido, ou seja, auditorias claras e inequívocas a tudo o que seja passível de avaliação.

Não temos qualquer dúvida em defender que importa aproveitar o momento para que, de uma vez por todas, se esclareçam dúvidas e suspeições e, também, de uma vez por todas, se façam todas as perguntas. E que no fim se tirem conclusões.

Assiste a todos o direito à crítica e, também, ninguém está acima da lei. Mas deverá também assistir a todos o direito à defesa da incidia e da cilada torpe de que muitas vezes são alvo.

Há momentos em que a mágoa nos impele a dizer certas coisas, mas a razão e o bom senso aconselham-nos a calar. Não, porque não nos assista a razão, mas porque o baixo nível e os termos em que o debate acusatório muitas vezes se desenrola nos recomenda essa postura.

Há constantes tentativas de assassínio de carácter, que se vão tentando perpetrar, nomeadamente, nas redes sociais e na própria comunicação social que longe de esclarecer seja o que for, de facto, apenas servem para confundir e, desde logo, tentando executar na praça pública os visados.

Há informações prestadas que, pelo seu teor e contornos, não escondem a intenção premeditada de desinformar e obter efeitos que estão para além do dever de informar.

Há informações que visam desprestigiar pessoas e instituições, atacando a sua respeitável honorabilidade e credibilidade.

Há informações que surgem sem sustentabilidade nem conteúdo à altura das parangonas e, inclusive, nem mesmo sem o exercício prévio do contraditório sério e rigoroso.

Há informações com que não temos forçosamente de estar de acordo e também que não tenham forçosamente de dizer bem de nós. Qualquer caso exige, sempre, mas mesmo sempre, honestidade, rigor e respeito.

Sempre defendemos que a liberdade de opinião deve ser tão grande quanto a responsabilidade de responder por ela. Mas, em Portugal tem vindo a tornar-se doentiamente comum fazerem-se juízos e condenações na praça pública, assumidas desde logo como verdades absolutas e definitivas. Ao contrário, quando as investigações são concluídas e se apura que o apurado não teve exatamente a ver com o juízo produzido antes, é comum dizer-se e pensar-se, não que se tratou de falsas acusações, mas que o injustamente acusado, mesmo que definitivamente estigmatizado, afinal escapou à justiça.

Façam-se definitivamente todas as perguntas, sejam elas quais forem, e sobre o que for. Não é são, nem justo que as coisas ocorram de outro modo.

Mas a verdade e o apuramento de factos podem não ser, para alguns, uma intenção líquida e cristalina. E até pode interessar que nada se esclareça. Até se pode querer fazer apenas chicana, com estes ou quaisquer outros temas. E desprestigiar também instituições e pessoas. Porventura, porque andamos a incomodar muita gente, nomeadamente, os que cá dentro querem alimentar o seu ego à custa dos Bombeiros.

Perante tudo isso, é lícito concluir e afirmar perentoriamente que nada nem ninguém nos fará mudar do rumo, do rigor, da transparência, da honestidade e da dignidade ao serviço da nobre causa: BOMBEIROS.

A terminar não podemos deixar de saudar o recente Congresso Extraordinário da LBP, que ficou marcado inequivocamente pela serenidade, responsabilidade e acutilância.

Honra e Glória aos Bombeiros Portugueses

 


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