Respigos de um final de verão
10/09/2019 12:37:40
O mês de setembro 2019 fica, tristemente, marcado pela morte
de dois dos seus bravos soldados da paz.
A grande família dos bombeiros de Portugal perdeu, no dia 5,
de forma trágica o jovem comandante dos Voluntários de Cête. O capitão da Força
Aérea Noel Ferreira era o único tripulante do um helicóptero que combatia um
incêndio em Valongo. Dias mais tarde, e
após um combate árduo e de vários anos, a doença venceu Marinho Gomes deixando
mais pobre Celorico de Basto que perdeu um cidadão exemplar que muito deu aos
seus bombeiros, ao concelho, ao distrito de Braga e, em bom rigor, ao País.
Importa não esquecer estas duas figuras que deverão servir
de modelo e de inspiração para os que estão e para os que no futuro venham a
integrar os efetivos nos quartéis de todo o País.
Portugal deve-lhes um “Obrigado”!
*
Em plena silly seson, porque felizmente, por motivos vários,
mas, sobretudo porque o verão se afirmou tímido - logo o número e a dimensão dos incêndios
reduziram -, ganhou expressão, uma investida das Finanças, alegadamente, decidida
a travar o processo de renovação das ambulâncias que, ao serviço dos bombeiros,
acrescentam prontidão e a eficácia ao socorro com chancela do Instituto
Nacional de Emergência Médica (INEM) prestado de Norte a Sul do País.
Em causa estava a substituição de 75 ambulâncias que operam
nos postos de emergência médica (PEM) instalados nos quartéis de bombeiros e
que há muito aguardam a chegada das novas viaturas, até porque muitas das
existentes acusam desgaste e, em muitos casos, estão mesmo inoperacionais.
Valeu o pronto envolvimento da Liga dos Bombeiros
Portugueses, para que as revindicações das associações humanitárias, em prol
dos portugueses, fossem atendidas, com a promessa que já em setembro serão
firmados os protocolos que viabilizam a aquisição das novas ambulâncias INEM.
*
Há já três anos que os corpos de bombeiros da área da grande
Lisboa apoiam os congéneres do distrito de Viana do Castelo. O projeto parece
já amadurecido e com êxito, garantem os que deixam tudo para, durante três
meses, enfrentarem o desafio, mas, sobretudo, os que, de braços abertos,
recebem e saúdam a boa vontade dos operacionais da capital.

No final, feitas as contas e, assim, em jeito de balanço,
sobram dividendos para todos, até porque a partilha e troca de experiências e
de conhecimento que só podem enriquecer as mulheres e homens que servem esta
causa, na sua ou na casa de outros, conferindo um sentido de universalidade à
missão dos bombeiros.
Sofia Ribeiro