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Capa do jornal "Bombeiros de Portugal"

Director: Rui Rama da Silva

quarta-feira,

26/07/2017

13:27

Importa dar força à causa

04/04/2017 12:45:30


j2017.JPGDirigentes e operacionais lamentam que a causa e as coisas dos bombeiros só ganhem notoriedade no verão, quando, invariavelmente, o País é tomado pelas chamas. e que, durante o resto do ano, o trabalho deste homens e mulheres seja quase esquecido.

A solidariedade sazonal que chega, quase sempre, a reboque das catástrofes que ceifam o território, não dignifica ou não valoriza uma missão desempenhada 24 horas por dia, 365 ou 366 dias por ano. Os bombeiros, com e sem farda são solidários a tempo inteiro, ainda que o reconhecimento ou os apoios faltem.

O socorro chega às zonas mais recônditas do país, aos mais exigentes e distintos teatros de operações sem que o cidadão se questione sobre quem financia os meios, os equipamentos e a preparação dos operacionais.

Os bombeiros são notícia, normalmente quando os grandes incêndios abrem noticiários motivando uma espécie catarse popular traduzida em auxílios pontuais, que embora bem-vindos, não mitigam as dificuldades sentidas pelas associações em garantir os recursos que conferem prontidão e operacionalidade aos corpos de bombeiros, que fazem toda diferença no socorro prestado às comunidades que servem, sublinhe-se, a título voluntário.

Porque de facto o povo luso é solidário e disponível importa apelar à efetiva participação dos cidadãos nas atividades destas instituições na condição de associados. Com um euro, ou pouco mais, por mês, cada português pode fazer a diferença e contribuir para o engrandecimento desta causa, participando, ativamente, na modernização e renovação dos meios e na formação dos mais de 30 mil homens e mulheres e, assim, investir na segurança de todos.

São exemplares os casos das associações humanitárias de Viatodos  e Barcelinhos, no distrito de Braga, com mais de 28 mil associados cada uma, números grandes que provam ser possível mobilizar, envolver e comprometer a comunidade com a atividade dos bombeiros.

É, no mínimo redutor, que quem tudo dá, em troca de quase nada, seja forçado a “estender a mão à caridade” para assegurar recursos fundamentais e talvez, por isso, os peditórios estejam a cair em desuso e a ser substituídos pela dinamização de um conjunto de atividades sociais, desportivas e culturais com o intuito de gerar receita, porque os subsídios das autarquias e do Estado não cobrem os muitos encargos destas instituições.

Na verdade, com pouco, todos podem ajudar muito!

O apelo aqui fica: visite o quartel de bombeiros da sua área de residência e associe-se a esta causa!

 

Sofia Ribeiro

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