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Capa do jornal "Bombeiros de Portugal"

Director: Rui Rama da Silva

sexta-feira,

19/01/2018

17:27

Exemplos inspiradores

05/01/2018 15:42:43


ROSinha.JPGÉ findo um novo ano e outro se estreia com projetos novos, metas reposicionadas e renovados desejos de saúde e sucesso familiar, pessoal e profissional.

Ainda que se feche um ciclo, importa não esquecer os ensinamentos colhidos nos últimos 365 dias, para que entremos em 2018 mais preparados e com forças e energias renovadas.

No final de um ano terrível para o País, urge acreditar que 2018 permitirá atenuar as dores de uma nação, que se pretende renasça das cinzas honrando cada um dos mortos, cada um dos feridos, cada um dos lesados e dos afetados, em suma de todas as vítimas de uma tragédia sem precedentes.

Não sendo a Fé suficiente, venham de lá a política e o trabalho dos homens que permitam aos portugueses acreditar num País melhor… maior.

Dias antes do Natal – quando todos os “espíritos” se manifestam mais sensíveis, até os dos jornalistas – a equipa do jornal Bombeiros de Portugal deslocou-se a Castanheira de Pera para conhecer e ouvir o subchefe Rui Rosinha, um dos sobreviventes dos incêndios de Pedrógão Grande. A coragem deste bombeiro foi como que um murro no estômago… um exemplo que nos ficará para a vida, e que nos tornou a todos, claramente, mais ricos.

Com uma lucidez arrepiante Rui Rosinha falou do acidente que lhe mudou a vida, das lutas travadas em vários meses de tratamento e do longo e penoso caminho que, sabe, terá que continuar a trilhar. Assegurou ao primogénito que não iria desistir e, com o apoio da família, não sucumbe às dores físicas, às incertezas, nem a algumas mágoas e tormentas, nem tão pouco se deixa fragilizar pela falta de apoios que permitissem ajudar a custear tratamentos, ajudas técnicas ou as adaptações no lar da família, que por agora, não reúne condições para o receber.

Este retrato real, puro e duro, cruel, não desmotiva o bravo soldado da paz, que no dia que regressou a casa prometeu repensar a vida, ainda que saiba – e até reconheça – que jamais se conseguirá desvincular da causa, porque tão simplesmente nasceu bombeiro e morrerá bombeiro.

Num ano que se avizinha repleto de desafios, designadamente, para os bombeiros, Rui Rosinha surge, não só, como arauto da coragem e da resiliência, mas, sobretudo, como exemplo da entrega à causa ao voluntariado que, nos tempos que correm, importa enaltecer, propalar, e fomentar.

A todos os bombeiros, dirigentes, respetivas famílias, associados da causa, beneméritos individuais e coletivos, o Jornal Bombeiros de Portugal deseja um ano repleto de concretizações pessoais e profissionais e de determinação e tenacidade que permitam continuar a servir e a dignificar a nobre missão dos soldados da paz.

Resta a esta equipa renovar o compromisso de continuar a dar boa nota da importante, vasta e diversificada atividade dos Bombeiros de Portugal, bem como de assegurar o devido tratamento dos temas que importam ao setor.


Sofia Ribeiro

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