Bombeiros apostam no futuro
05/11/2019 14:33:55
Ainda que não constituindo novidade nestas colunas é,
sempre, com especial agrado que revisitamos o tema das “escolinhas” de
bombeiros, para dar conta de projetos de sucesso em muitos pontos do País, nas
pequenas e grandes urbes, no vigoroso litoral ou mesmo no envelhecido interior.
Com dinâmicas distintas, mas, objetivos comuns, estes polos
de cidadania para crianças e jovens visam ajudar a formar adultos com cultura
de segurança, mais disponíveis para o voluntariado que importa preservar, e não
apenas neste setor.

Nesta edição damos especial destaque ao trabalho
desenvolvido em Castro Verde, onde o número de bombeiros de palmo e meio é
superior ao efetivo de operacionais que servem neste quartel do distrito de
Beja, o que não sendo uma garantia permite encarar com maior otimismo o
futuro.
Felizmente, outros bons exemplos existem pelo país e,
também, nesta edição damos conta da vitalidade e dinamismo da “escolinha” dos
Voluntários da Meda (Guarda) mas, também, do projeto dos Bombeiros de Vila Nova
de Poiares (Coimbra) que, depois de cinco anos de muito trabalho, podem
orgulhar-se de um efetivo com quase meia centena de “bombeiritos” que ombreia,
em disciplina, rigor e atavio, com os “seniores”. Em Castro Verde, na Meda, em
Poiares, mas, igualmente, em Brasfemes, Figueiró dos Vinhos ou na Pampilhosa da
Serra, apenas alguns dos vários casos de sucesso, são passados os valores que
os mais novos podem usar, daqui a uns anos, como uma cartilha para a vida
adulta.
Enquanto o país dos bombeiros aguarda uma reforma “à séria”,
urge avançar com um pacote de medidas que no, imediato, permitam estabilizar ou
até mesmo ampliar a bolsa de voluntários que continuam a ser uma peça insubstituível
na engrenagem que garante o funcionamento do sistema de proteção civil em
Portugal. Sem respostas para reivindicações antigas, resta às associações
humanitárias e aos bombeiros, atendendo à sua realidade e dimensão e cada um
por si, continuarem a ensaiar fórmulas de sucesso ou a testar tábuas de
salvação para que não faltem nem os homens nem os meios que garantem o socorro
aos portugueses.
O futuro é já amanhã e nesse sentido importa cautelar hoje
os reforços que no futuro vão, certamente, fazer falta ao socorro em Portugal!
Sofia Ribeiro