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Capa do jornal "Bombeiros de Portugal"

Director: Rui Rama da Silva

sexta-feira,

21/09/2018

04:39

DIA DO BOMBEIRO PORTUGUÊS

Vila de Portel acolhe comemorações nacionais

14/06/2018 15:19:17

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Gonçalo Conceição (a título póstumo), Fernando Tomé, Rui Rosinha, Filipa Rodrigues, Fernando Paulo Tomé e Sérgio Lourenço são os Bombeiros de Mérito de 2017. O galardão que premeia coragem e abnegação foi entregue no dia 27 de maio em Portel, que este ano foi palco das comemorações do Dia do Bombeiro Português presididas por Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna.

Sofia Ribeiro (texto)

Marques Valentim (fotos)

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“Esta efeméride é assinalada com o intuito de saudar e chamar a atenção do País para a disponibilidade destes milhares de homens e mulheres que fardam de soldados da paz, que dão tudo de si em troca de nada, de uma forma abnegada e altruísta, sempre disponíveis para defender a vida e os haveres das populações de onde emanaram”, desta forma Jaime Marta Soares, apresentou e justificou as celebrações do Dia do Bombeiro Português que este ano a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) levou ao Alentejo, no âmbito de uma feliz parceria com a Câmara Municipal de Portel e a Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora.

“Foi há mais de 620 anos que um conjunto de portugueses de boa-fé, preocupados com o que importava aos seus concidadãos, se auto-organizaram e criaram a primeira estrutura de proteção civil no País”, um legado que não se perdeu e se replicou em mais de 450 associações humanitárias e corpos de bombeiros municipais e mais 30 mil mulheres e homens no ativo, um “extraordinário e bem preparado exército”, conforme defendeu Jaime Marta Soares.

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Cumprindo uma tradição com largos anos, a confederação dedicou o último domingo de maio às mulheres e homens que fardam de soldados de paz. A uma formatura de mais de duas centenas de bombeiros, juntaram-se outros tantos dirigentes das associações humanitárias e ainda representantes das federações distritais de bombeiros e de autarquias de Norte a Sul do País naquela que é, certamente, a mais emblemática organização da LBP e que, face aos fatídicos acontecimentos do verão de 2017, ganhou, este ano, reforçada importância.

A festa começou manhã cedo com a cerimónia do hastear das bandeiras, seguida da chegada do vetusto Dodge dos Voluntários de Montemor-o-Novo àquela que por um dia foi a “Avenida dos Bombeiros de Portugal”, transportando o facho, que António Carvalho, o presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Lisboa - cenário das celebrações no ano passado - entregou ao anfitrião Inácio Esperança. Acesa a pira, estavam, oficialmente, abertas as comemorações iniciadas com a sessão de boas vindas do município de Portel.

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O presidente da câmara municipal, José Manuel Grilo, falou de “um dia importante para o associativismo e para o voluntariado”, sublinhando que “os soldados da paz são exemplo de uma das mais nobres formas de voluntariado”. O autarca falou ainda no espírito de missão, no exemplo e nos valores destas mulheres e homens como um importante legado para as gerações vindouras; recordou a ação multidisciplinar destes operacionais, no “apoio e socorro permanente aos cidadãos”, que, destacou, não se cinge ao combate aos incêndios florestais.

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“Como presidente de câmara tenho a plena consciência que os tempos que enfrentamos são difíceis contudo, o socorro e o auxílio às populações merecem, em Portel, todo o reconhecimento e estão em lugar cimeiro no que diz respeito a apoios e resolução de necessidades”, disse José Manuel Grilo finalizando a intervenção com um “muito obrigado a todos os bombeiros e a gratidão do concelho pelo todo empenho, esforço e forma altruísta que dedicam ao trabalho humanitário”.

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Inácio Esperança, presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora, deu as boas vindas aos bombeiros, deixou palavras de agradecimento e louvor aos operacionais mas também os dirigentes que servem a causa.

Falou no orgulho do distrito em receber “tão grande evento” congratulando-se com a escolha de Portel “uma vila pequena do interior” enfatizando sobre a capacidade “destas e de todas as pequenas localidades deste País” para acolherem grandes organizações que permitem “chamar a atenção de quem decide e quem governa que no interior também há gente, que o interior continua a precisar de ajuda” considerando que os “bombeiros, que vão estando nestas terras, são o conforto e a ajuda de proximidade que têm estas pessoas, na maioria idosos”.

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Terminou agradecendo o apoio e a disponibilidade da câmara municipal, nomeadamente do edil José Manuel Grilo e do vereador Carlos Couquinha e dos Bombeiros de Portel bem como de todas as associações humanitárias e corpos dos bombeiros do Évora que se empenharam no êxito do Dia do Bombeiro Português, que integrou, e fechou com chave de ouro, o programa da Semana Distrital do Bombeiro, que decorreu 19 a 27 de maio (ver caixa).

O programa prosseguiu com a celebração eucarística, presidida pelo padre Paulo do Carmo, capelão dos Voluntários de Santiago do Cacém. 

DIAB105.JPG“Os companheiros que aqui hoje homenageamos passaram momentos terríveis nas suas vidas, mas com o orgulho de pertencerem a esta tão grandiosa e nobre família dos bombeiros de Portugal, deram o exemplo, afirmaram-se pelos valores da solidariedade e do humanismo, demonstrando enorme carácter, grande alma”, palavras de Jaime Marta Soares que não esqueceu Gonçalo Conceição, o mártir bombeiro dos incêndios de 2017, nem todos “os cerca de 200 homens e mulheres, bombeiros, que desde 1980 ficaram pelo caminho” no cumprimento da nobre missão de salvar vidas, para quem pediu um minuto de silêncio, incluindo nesta homenagem também o subchefe João Fialho, dos voluntários do Alandroal e o bombeiro de 1.ª Eduardo José Lopes de Pedrógão Grande, falecidos horas antes do evento, ainda que noutras circunstâncias, mas que no encontro nacional desta enorme família, fazia todo o sentido evocar. Já da parte da tarde, muitos populares, mas também familiares e amigos dos bombeiros, representantes de várias organizações civis, militares e religiosas e de entidades ligadas ao setor, ainda autarcas, deputados da República, o presidente e recém-nomeado comandante nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil, governantes, entre os quais o secretário de Estado da Proteção civil, José Artur Neves, associaram-se às comemorações do Dia do Bombeiro Português presididas pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e que tiveram como momento maior a distinção do bombeiro de 3.ª Gonçalo Conceição (a titulo póstumo), do chefe Fernando Tomé, do subchefe Rui Rosinha, e dos bombeiros de 3.ª Filipa Rodrigues e Fernando Paulo Tomé dos Voluntários de Castanheira de Pera e, ainda, de Sérgio Lourenço, adjunto de comando dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande.

DIAB122.JPGRefira-se que o Prémio Bombeiro de Mérito “distingue atos de especial relevância praticados desempenho de missões de socorro e de salvamento”. A intervenção excecional no cumprimento do lema “vida por vida” destes seis operacionais, num ano particularmente exigente para os bombeiros, terá determinado a escolha do júri nacional constituído por Jaime Marta Soares, presidente da LBP; António Rodeia Machado, vice-presidente da confederação; Pedro Lopes, diretor nacional de bombeiros; José Ferreira, presidente da Escola Nacional de Bombeiros e pelo padre Américo Aguiar, presidente do Grupo Renascença Multimédia.

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O mérito dos galardoados é óbvio e continua evidenciado nas lesões físicas ainda visíveis e nas mazelas emocionais que continuam por sarar. Nenhum dos bombeiros homenageados esquece o terrível dia 17 de junho, o inferno de chamas em Pedrógão Grande, as dezenas de mortes de civis, mas certamente, a irreparável perda de Gonçalo Conceição, um bombeiro de “alma e coração”, o amigo, o homem destemido e afoito que na tragédia tentou, como pode, segurar os camaradas à vida, “aparentemente bem”, acabou, dois dias depois, por falecer no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Um misto de orgulho e tristeza profunda marcavam os rostos de Rui Rosinha, Fernando Tomé, Filipa Rodrigues, Fernando Paulo Tomé e de Joaquim Conceição, o pai do malogrado e muito estimado “Assa” que esteve em Portel a receber o prémio que, por mérito, pertencia ao seu filho. Inevitável a comoção numa cerimónia atípica na qual os heróis e as vítimas da tragédia se confundiam.

Não menos emocionado esteve, durante toda a sessão, o adjunto Sérgio Lourenço, dos Voluntários de Pedrogão Grande, que no dia 17 de junho de 2017 terá cumprido a mais difíceis das missões. Salvou muitas pessoas da morte, “devolveu” a vida a tantas outras que já só pediam o fim. Discreto, Sérgio Lourenço recusa, por agora, pormenorizar momentos de horror, mas não esconde o orgulho do dever cumprido.

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Refira-se que os bombeiros recebem ainda um prémio pecuniário e simbólico no valor global de três mil euros e as associações de Castanheira de Pera e Pedrogão Grande dividem uma quantia de dois mil euros em equipamento de proteção individual.

O ministério da Administração Interna associou-se a este tributo nacional condecorando os seis bombeiros com a medalha de Mérito de Proteção e Socorro – grau Ouro e distintivo Azul que Eduardo Cabrita e José Artur Neves entregaram, em Portel.

O presidente da confederação, mesmo em dia de festa, e embora acentuando a tónica da merecida e justa homenagem aos bombeiros de Portugal, credores de todos os elogios e dos maiores reconhecimentos, não desarmou nas reivindicações do setor ainda que reconhecendo recentes conquistas, designadamente a constituição de 79 novas equipas de intervenção permanente (EIP) para reforçar quartéis de Norte a Sul do País.

“Para mudarmos o paradigma, para que os bombeiros possam atingir o patamar que querem, merecem e devem estar exigem-se reformas prementes”, disse Jaime, defendendo a criação de uma direção nacional de bombeiros autónoma, independente e com orçamento próprio; comando autónomo dos bombeiros; a (re)instalação das zonas operacionais; a revisão da lei de Financiamento do setor à luz de um atual e real orçamento de referência. A recuperação da bonificação na contagem de tempo de serviço para efeitos de reforma, retirada há uns anos a “quem tudo dá em troca de quase nada” e a criação do, prometido e apalavrado, cartão social do bombeiro foram outras das questões que Jaime Marta Soares estabeleceu como de prioritária resolução.  

DIAB117.JPGO ministro da Administração Interna ouviu, mas não se comprometeu, preferindo antes (re)lembrar que “em seis meses foram constituídas mais EIP do que em muitos anos” e ainda com a certeza que “estas oito dezenas não chegam” mas já permitem dotar com, pelo menos, uma desta equipas de reforço todos os municípios com áreas de riscos, assegurando que até ao final ano sejam criadas mais 40 num processo que culminará com chegada destes reforços aos cerca de 450 quartéis de bombeiros voluntários do País.

“Trabalhamos tanto para reforçar o papel dos bombeiros enquanto coluna vertebral do nosso sistema de proteção civil”, sustentou o governante defendendo que o voluntariado, não sendo sinónimo de amadorismo, “exige mais especialização, maior profissionalização” 

Eduardo Cabrita avultou o “papel único, singular, que os bombeiros desempenham”, falou com admiração e apreço dos “nossos 30 mil soldados”, que, disse, honram a história e são os obreiros de um novo futuro escorado no conhecimento, aperfeiçoamento, preparação “na capacidade de irem mais longe na resposta a desafios que tanto podem ser incêndios rurais, como inundações, tanto pode ser emergência médica, como na resposta a secas ou epidemias”.

Direto e sem subterfúgios ou eufemismos, Eduardo Cabrita lembrou os “desafios deste tempo em que das entidades públicas, mas também dos bombeiros se espera não falhem aos portugueses, que estejam à altura de ser o exército que está ao lado daqueles que precisam em cada momento”.

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“Temos que estar prontos a cada momento, temos que estar prontos para riscos múltiplos e todo o ano é essa aliás a lição que nos dão os bombeiros, porque sabem que o problema de saúde a inundação ou a catástrofe não escolhem tempo e a prevenção é uma preparação para a incerteza”, destacou.

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Nesta ocasião, a Liga dos Bombeiros Portugueses entregou, ainda, menções honrosas nas categorias “Dirigente Associativo”, “Câmara Municipal” e “Personalidade Empresarial ou Empresa”. Ricardo Daniel Vieira viu publicamente reconhecido o trabalho desenvolvido nos últimos sete anos na Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Meã, na qual assume as funções de presidente da direção, não apenas como o autor da recuperação financeira da instituição, mas também como o arquiteto de um bem alicerçado projeto de futuro.

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O “apoio diferenciado” assente na disponibilização de meios e recursos aos bombeiros valeu à Câmara Municipal de Oleiros uma menção honrosa e o reconhecimento nacional para uma parceria exemplar que importa replicar por todo o País.

É conhecida e louvada a proximidade da Caixa de Crédito Agrícola com a causa, designadamente das mais de 663 delegações instaladas por todo o País, nomeadamente nas áreas mais interiores, onde os apoios às associações humanitárias escasseiam. A atenção dada aos projetos de expansão destas singulares instituições, que visam no essencial o bem-estar da comunidade, coloca esta instituição bancária que está na primeira linha no apoio aos bombeiros sendo por isso credora da menção honrosa outorgada pela LBP.

A confederação distinguiu, ainda, a Câmara Municipal de Portel, a Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora e a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Portel pelo apoio concedido à organização, que muito dignificou esta enorme festa de bombeiros para o bombeiro.

O programa do Dia do Bombeiro Português encerrou com o tradicional desfile, integrando forças de vários pontos do País, os estandartes das associações de Évora e da maioria das federações distritais e o dos meios que esta região do Alentejo coloca ao serviço das populações.


BOMBEIRO DE MÉRITO 2017


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“É para a frente’ era esse o lema do meu filho na vida e nos bombeiros onde ingressou com apenas 14 anos… Ele é que deveria estar aqui, mas Deus não quis. Estamos cá nós, eu a mãe e a irmã… ele merecia… este prémio é dele.”


Joaquim Conceição, pai do bombeiro Gonçalo Conceição, dos Voluntários de Castanheira de Pera, falecido no incêndio de Pedrógão Grande, em junho de 2017

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“Julgo que todos os bombeiros sonham um dia receber esta condecoração. Procurei sempre e continuo a procurar, numa carreira já longa, prestar bons serviços e, obviamente, que é muito bom ver reconhecido meu trabalho. Nunca pensando que fosse possível… contudo acabo por receber este prémio numa situação tão dramática. Felizmente todas as pessoas que resgatei das chamas estão vivas… e não obstante por tudo o que enfrentei naquele 17 de junho voltava a fazer tudo outra vez.”

 Adjunto Sérgio Lourenço (Bombeiros Voluntários de Pedrogão Grande)

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“Hoje foi um dia importante, mas seria muito mais se o Gonçalo aqui estivesse connosco. Claro que os bombeiros sentem orgulho em receber estes prémios, mas neste caso… ainda sofremos na pele… ainda estamos muito marcados.”

Chefe Fernando Tomé (Bombeiros Voluntários de Castanheira de Pera)  

 


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“Este foi um dia muito emotivo, claro. Voltei… voltámos a relembrar tudo… situações muito complicadas. Mas esta foi uma cerimónia muito importante porque aqui se homenagearam as vítimas e, sobretudo, o Gonçalo. Apesar da tristeza, foi um dia muito bonito e especial, até porque aqui em Portel recebemos o afeto e o incentivo de tanta gente, sobretudo de muitos anónimos, que estiveram e estão connosco.”

Subchefe Rui Rosinha (Bombeiros Voluntários de Castanheira de Pera)

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“Este foi um dia muito importante para mim e para os meus colegas. Aqui ficou reconhecida uma situação muito complicada vivida por todos nós. Mas, mais que isso, importa não deixar esquecer o Gonçalo – nós nunca o esqueceremos – ele era um grande homem.”


Bombeira de 3.ª Filipa Rodrigues (Bombeiros Voluntários de Castanheira de Pera)

 


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“Há um misto de sentimentos: felicidade e tristeza ao mesmo tempo. Deveriam ser cinco aqui a receber o prémio, mas falta-nos o Gonçalo.”

Bombeiro de 3.ª Fernando Tomé (Bombeiros Voluntários de Castanheira de Pera)




MENÇÕES HONROSAS


Câmara Municipal


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“Julgo que nenhuma Câmara Municipal trabalha em função destas distinções. Como responsável máxima da proteção civil no município, a obrigação é dar todo o apoio e colaboração aos nossos bombeiros e é isso que tentamos fazer todos os dias, nesse sentido esta distinção é uma surpresa até porque nos limitamos a proporcionar os meios àqueles homens e mulheres que no seu dia-a-dia, semana após semana, mês após mês dão o seu melhor em prol e na defesa das populações que servem. A Câmara Municipal de Oleiros conta com os bombeiros do concelho, assim como eles sabem que contam com a autarquia para tudo.”

 Victor Antunes, vice-presidente da Câmara Municipal de Oleiros


Dirigente associativo 


MHI.jpg“É sempre bom sermos reconhecidos pelos nossos pares e nesse sentido sinto-me muito honrado. Este prémio foi-me entregue, mas na realidade é de todos, de bombeiros e dirigentes e também da população incansável no apoio à instituição. Mas ainda existem muitos projetos em curso que são para concretizar, desde logo um lar de 3.ª idade para servir a comunidade e um campo de formação e treinos para os bombeiros, que já está a avançar.”


                                                        Ricardo Daniel Vieira, presidente da direção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Meã (Amarante)

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