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Capa do jornal "Bombeiros de Portugal"

Director: Rui Rama da Silva

segunda-feira,

17/02/2020

06:57

PLANO NACIONAL DE GESTÃO INTEGRADA DE FOGOS RURAIS

"Tremendos erros" fundamentam recusa liminar

05/02/2020 18:44:20

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) vem manifestar, publicamente, “sérias reservas sobre a metodologia e as conclusões a que chegou a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) na elaboração do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Ruais 20.30”. Refira-se que esta posição já era conhecida internamente, pois foi apresentada e analisada em sede de Conselho de Federações, no dia 31 de janeiro no quartel dos Bombeiros Voluntários de Pombal.  

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No dia em termina o período de consulta pública do documento (5 de fevereiro), a confederação diz de sua justiça e denuncia “a intenção intolerável de subalternização dos bombeiros”.

“Enquanto principal agente da proteção civil, amplamente reconhecido não só em Portugal como também por entidades internacionais do sector, é absolutamente inconcebível que este plano menorize o papel dos bombeiros face a outras estruturas”, aponta a LBP, sublinhando ainda “a convicção que os princípios que nortearam o diagnóstico que sustenta os documentos preparados pela AGIF assentam essencialmente em pressupostos sem fundamentos no concreto, falseando e deturpando a realidade existente, estando, por isso, fora de qualquer contexto real”.

“Perante esta constatação de análise de base errada”, a confederação considera que “a AGIF assume terapêuticas sem que que antes faça prova de que o atual sistema está ultrapassado ou obsoleto”.

A LBP ressalta que a AGIF se afirma “mais uma vez de forma despudorada e desrespeitosa perante os bombeiros portugueses, demonstrando cabalmente que se movimenta dentro de determinados objetivos e princípios que são os de alimentar lóbis corporativistas que visam servir, não o País, mas sim grupos e classes que ao longo dos anos nada fizeram pela Prevenção Estrutural da Floresta e, muito menos, pelo combate”.

No detalhado comunicado a confederação mantém a determinação em aprovar “todas as reformas que visem a melhoria do bem-estar e qualidade de vida da sociedade portuguesa, só que não pode pactuar com falsas e manipuladas auscultações públicas” como as que, acentua, “se realizaram em torno do plano proposto.

Durante o período de audição pública do referido documento, com reuniões realizadas em vários pontos do País com a presença de altos quadros da AGIF, “foi notória, real e objetiva a contestação por parte da maioria dos presentes no que respeita à formatação, conceção, organização e conteúdo do documento”. Contestação que, a não ser tomada em conta constituirá, segundo os bombeiros “falsa e manipulada auscultação”.

A LBP considera ainda que o plano “não defende nem melhora a proteção e o socorro dos Portugueses, antes pelo contrário, a ser aprovado, pode comprometer o muito de bom já realizado e testado ao longo de várias décadas sobejamente reconhecido, nomeadamente por entidades internacionais”.

Após a elaboração de várias propostas de alteração, a confederação revindica que a AGIF emende a mão e assuma estes contributos, caso contrário o plano será, “liminarmente”, rejeitado.  

                                                     NOTÍCIA COMPLETA NA EDIÇÃO MENSAL

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