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Capa do jornal "Bombeiros de Portugal"

Director: Rui Rama da Silva

sábado,

07/12/2019

20:04

Primeiro a comida e depois as portagens

13/03/2019 12:01:52

Amigos, estou para ver até onde isto tudo vai chegar. Depois do que se passou com o fornecimento de refeições e tudo o que disseram de nós agora vem a história da ida à nossa justíssima manifestação de repúdio a Lisboa.

Acho que além de perderem o respeito por nós começo a pensar que esses figurões que para aí andam também já perderam o respeito por eles próprios, tais os disparates que mandam cá para fora e a confusão que devem estar a causar nas pessoas. Fazem-nos passar por malandros, mas afinal os bandidos são eles.

Ninguém está acima da lei e não temos qualquer dúvida em responder por tudo o que fazemos. Agora, não ponham na nossa boca o que não dissemos nem tentem envolver-nos com coisas com as quais nada temos a ver e para as quais não contribuímos.

Primeiro chamaram-nos malandros porque estaríamos a cobrar mais refeições do que foram fornecidas. Aliás nessa conversa, até se esqueceram de dizer que quantas vezes são os bombeiros a matar a fome aos outras agentes, aos sapadores florestais, aos GIP da GNR, ao pessoal do INEM e a tantos outros populares que nos ajudam.

Depois esqueceram-se que alguém pede as refeições aos bombeiros e que é esse alguém que define quantas são e supostamente onde devem ser entregues. Depois, no final, alguém visa as faturas das refeições. E só depois de tudo isso é que os bombeiros enviam as faturas para serem pagas. Ou seja, quem está pelo meio, que coordena e que depois confirma a despesa afinal não tem autoridade nem responsabilidade.

Agora esta história de termos ido aí a Lisboa também é boa. Coisa nunca vista questionar como os mais de 3 mil bombeiros chegaram a Lisboa em 750 viaturas. É preciso não ter vergonha na cara sinceramente para vir com essa conversa. Afinal o direito de associação em Portugal está causa. E o que é pretendem saber das viaturas que pagámos, que suámos para as ter, que deram muito trabalho a arranjar em peditórios.

Das duas uma, ou não têm mais nada em que pensar e fazer, e a esses começando os fogos florestais a gente arranja-lhes bom trabalho a trepar às fragas, ou então há mais qualquer coisa por trás de muito estranho que rapidamente deve vir à luz do dia.

 

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