Põe tira e rapa
08/05/2019 15:54:30
Não sei se lembram de um jogo chamado “rapa, tira e põe? Ora
aí para as bandas do Sul há quem o jogue ao contrário, ou seja, põe, tira e
rapa. Senão vejamos a história que se conta por aqui e que tem a ver com
Sintra.
Acho que é uma história inexplicável e que ninguém, aliás, a
maioria não imaginaria que ia acontecer. História que conto, conforme me
contaram.
Há lá para as bandas de Sintra uma empresa chamada Montes da
Lua que desenvolve muitos projetos e gere palácios e parques locais.
Ao longo do tempo, e bem, a Câmara Municipal de Sintra, que
é sócia da empresa, e a Montes da Lua têm disponibilizado muitos apoios aos
bombeiros, porventura a única forma, por exemplo, de se reequiparem com
viaturas e outras ferramentas. E assim tem sido a contento de todos.
E agora iria acontecer o mesmo, dizem-me, a cerca de 9
milhões de euros que iriam ser cedidos aos bombeiros para esse efeito e também
para reforçarem os piquetes que já existem nos seus quartéis com o objetivo,
também, de reforçar a proteção e vigilância à serra de Sintra.
À primeira vista tudo estaria combinado de feição.
Satisfeita a Câmara e a empresa por corresponderem às necessidades dos
bombeiros e estes, também satisfeitos, por disporem de parceiros interessados
em ajudá-los.
Mas não há bela sem senão. E eis que se realiza a
assembleia-geral da empresa onde, além da Câmara estiveram também presentes
outras entidades oficiais, o próprio Estado, incluindo o Ministério das
Finanças. E dizem-me que foi precisamente este que deitou por terra o combinado
ao exigir a repartição de dividendos e sonegando o dinheiro que estaria
destinado para o apoio aos bombeiros. Se for assim é uma vergonha. Como diz
muita gente, trata-se de mais um caso em que são os cidadãos a precisar que
alguém os defenda do Estado.
Amigos, pelos vistos, aqui não é “rapa, tira e põe”, mas
“põe, tira e rapa”.