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Capa do jornal "Bombeiros de Portugal"

Director: Rui Rama da Silva

quinta-feira,

29/10/2020

01:19

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08/10/2020 12:00:37

Cada ano durante o período de combate aos incêndios florestais só de uma coisa podemos ter certeza, ou seja, que os bombeiros, mais uma vez, estão na primeira linha com os meios que têm à mão para fazer o mesmo de sempre.

Depois dessa certeza, pese embora as dificuldades que os bombeiros sentem e que denunciam sem abandonar o seu posto, há também novidades e dúvidas que podem fazer querer que há mais meios no combate.

Este ano, mas com vários anúncios anteriores, de que agora é que era a sério o combate, falou-se de drones e do pipão de dinheiro que custaram. Mas que, foi dito, apesar do custo iriam beneficiar, e de que maneira, o combate. Mas, neste domínio, como em muitos outros, tem-se provado que a montanha pariu o rato. Compraram meia dúzia, mas só metade ou menos que isso podem operar. Imagina-se que os sobrantes é para estarem na prateleira como elemento decorativo.

Enquanto isto acontece, é bom lembrar, os bombeiros continuam com os mesmos epis de há quatro ou mais anos, com viaturas com décadas e também a mesma determinação de sempre na defesa das florestas e das populações. Dirão alguns que, enquanto uns se entretêm  com objetos que ainda não passaram de brinquedos, outros, diga-se bombeiros, levam as coisas a sério e agem como tal.

Em abono da verdade, como se tem provado em muitas circunstâncias e noutros países, os drones podem ser auxiliares preciosos para a tomada de decisões em diferentes sinistros, inclusive florestais. Porém, julgo que não haveria necessidade do show off a que se assistiu no seu anúncio e no flop que se verificou, quando na verdade ainda não passava disso. A sede de mostrar serviço era muita, mas deu no que deu.

E os bombeiros, a ver esta caravana de tretas e vaidades a passar.

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