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Capa do jornal "Bombeiros de Portugal"

Director: Rui Rama da Silva

quinta-feira,

22/11/2018

11:36

Afinal em que ficamos

05/07/2018 14:28:00

Mais um ano, afinal não é só em Portugal que acontecem incêndios florestais. Nas televisões vimos nos últimos dias que isso se está a passar também outra vez na Califórnia, nos Estados Unidos da América.

Dá para perceber que andam lá à nora e não têm pejo em dizer que está decidido o estado de emergência e que o fogo está descontrolado.

Será que a questão é mesmo complicada e que só quando é na terra dos outros, cá na nossa, é que os técnicos americanos vêm ensinar-nos e dizer o que fazer e apontam soluções mágicas? Só não percebemos é por que essas soluções não dão na terra deles.

Enfim, por lá já evacuaram mais de 3 mil pessoas, arderam muitos milhares de hectares e no ano passado arderam 559 mil hectares, morreram 46 pessoas e foram destruídos mais de 10 mil edifícios e estruturas.

À partida tudo aquilo que pudermos aprender com os outros, sejam quem for, será sempre bom. Agora, aprender com quem afinal lá na sua terra não dá conta do recado é que não me parece bem. Já cá vieram espanhóis, dizem-me que a seguir vêm australianos. Cá estaremos para ouvir o que têm para dizer. Para já, quer na Austrália, quer em Espanha a realidade é bem diferente da nossa. Lá, o pinga lume é usado e abusado sem grande perigo por que há muitas zonas sem populações. Aliás, dizem que já andámos a apagar os fogos que eles vieram para cá atear com o pinga lume sem os cuidados devidos. Afinal em que ficamos, aprendemos ou ensinamos?!

Agora Portugal e Espanha entenderam-se e passa a ser possível cada um intervir em socorro na terra do outro até 25 quilómetros quando antes era até 5 quilómetros, sem comunicação oficial superior. Ora bem, é bom que fique no papel, mas em abono da verdade há muito que andamos isso muitas vezes para ajudar os vizinhos e era bom que se dissesse isso.

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