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Capa do jornal "Bombeiros de Portugal"

Director: Rui Rama da Silva

terça-feira,

12/12/2017

21:46

A única floresta que ainda não morreu

04/12/2017 15:20:30


A única floresta que ainda não mor­reu é a da solidariedade, dizia-me outro dia um diretor de uma associa­ção da zona onde ocorreram este ve­rão tantos fogos. E dizia isso referin­do-se aos muitos apoios que vieram de fora para o seu concelho e para os outros mas também em especial que­ria referir-se às muitas mulheres e homens que acorrem aos quartéis de bombeiros, e dava o dele como exemplo, para ajudarem no que for preciso. Uma dessas tarefas é fazer refeições a qualquer hora e dia para alimentar as bombeiras e bombeiros que andam na frente de fogo.

Esse diretor dizia-me que houve gente a reclamar nas redes sociais sobre a qualidade da comida, e te­riam as suas razões, mas que será injusto que não se valorize o que foi bem feito e é bem feito há muitos anos sempre que os bombeiros preci­sam. Dava-me o exemplo do seu quartel, como de me muitos outros, onde será profundamente injusto por em causa as boas vontades de tanta gente aí por essas terras que passam dias a fio sem ir à cama para cozi­nhar.

A desorganização que aqui ou ali possa ter surgido nalguns momentos, porque a situação geral era muito complicada, insistia ele, não pode ser apontada a esta gente boa e solidária que aparece sempre para ajudar sem que para isso seja preciso chamar ou pedir.

Fica aqui a homenagem em que certamente vocês me acompanham e o muito obrigado a todas as mulheres e homens, que nalguns casos nada têm a ver com as nossas associações, não são bombeiros nem dirigentes, mas que nos momentos difíceis di­zem sempre presente.

Agora outro tema que não tem nada a ver com este mas que tam­bém me tem feito confusão. Outro dia um colega nosso de outra associação que por aqui passou dava largas às suas dificuldades e problemas de saúde rematando que a nossa Liga ainda não o tinha apoiado. Perante isso questionei-o se já tinha feito al­gum pedido ao que ele me respon­deu que não. E depois disse-lhe que se já tivesse pedido por certo já te­ria tido resposta mas que na Liga ninguém adivinha o que se passa com ele. A Liga não me passou pro­curação, mas que diabo, custa-me ouvir bocas que não têm nada de concreto nem de justo. Às vezes di­zem-se as coisas por dizer e sem pensar mas é triste por em causa quem está longe do que se passa nem para tal foi ouvido.

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