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Capa do jornal "Bombeiros de Portugal"

Director: Rui Rama da Silva

domingo,

30/04/2017

08:11

Modernidade e eficácia

05/12/2016 10:19:16


bln.jpgUma ideia, dirão, decorre da outra e, em abono da verdade serão até indissociáveis. Para uns não será mais que um chavão à moda. Para outros, entre os quais me incluo, constitui um verdadeiro desafio a que não podemos nem devemos ficar indiferentes.

O mundo continua a rodar, a sociedade e os vários grupos que dela fazem fazer parte vão evoluindo e sofrendo mutações constantes com diferentes velocidades, estímulos e oportunidades. A mudança, seja ela qual for é permanente, e aparte a vontade que tenhamos em acompanhá-la, continua a impor-se a todos nós e a exigir respostas concretas.

A mudança vai-se operando e mostrando. Recentemente foi isso que aconteceu mais uma vez, desta feita em Lisboa, com o chamado “Web Summit”. Trata-se de um verdadeiro abrir total de cortina para áreas importantes da atividade humana e que provam e testemunham muitas das mutações que estão a ocorrer. Mutações que nos vão chegando aos poucos mas que aqui tiveram um palco aberto e uma expressão clara e positiva de que nada vai ser como dantes.

Como sabem tratou-se de um evento mundial, de escala e importância enormes, que nos transportou directamente para o interior do universo das tecnologias de informação e do empreendorismo, que reuniu em Lisboa durante poucos dias muita gente, entre 55 mil participantes e 20 mil empresas oriundas de 166 países.

Este encontro constituiu, sem dúvida, a maior das incubadoras de ideias e projectos apresentados num simples dia perante eventuais parceiros, clientes e investidores. Um dia para mostrarem o que valem num novo mundo de que nos vamos dando conta mas que, na verdade, tem vindo a ganhar terreno há muito.

Mesmo que algumas destas matérias ainda não tenham entrado no nosso universo associativo em pleno, não demorarão a fazê-lo. Mas certo é que as estratégias, as posturas e os modelos de gestão e de funcionamento que as envolvem, essas sim, começam já a dar muitos sinais no nosso seio, implicando novas posturas na abordagem, negociação e captação de apoios e soluções para a nossa problemática.

Poderá dizer-se que estou a falar de um mundo que tarda em chegar ou que possa vir a passar ao lado. Nada disso, não só já estamos lá como, inevitavelmente, seremos compelidos, mais cedo ou mais tarde, a envolver-nos ainda mais e a adaptar as novas estratégias, as novas posturas e os novos modelos que a evolução acaba por apontar e ditar.

No futuro cada vez mais próximo, gerir uma associação humanitária de bombeiros voluntários, como gerir, na generalidade, qualquer instituição do chamado terceiro sector, implicará novas ferramentas, incluindo novas tecnologias de informação. E implicará até um novo posicionamento de irreverência e à-vontade na abordagem das questões. Aliás, postura identificada no “Web Summit” pela ausência de gravatas e manutenção de um clima de espectáculo próximo dos conhecidos festivais de música mas que, não nos iludamos, não será incompatível nem porá em causa a seriedade dos propósitos. Será um “show-off” próprio de novos ventos e não mais que isso.

As mudanças no mundo não param e, pese embora a bondade das nossas intenções e do mérito do nosso esforço, elas implicam novas formas de estar, novas abordagens.

Refiro-me ao que vejo, ao que sinto e, independentemente do que possa pensar, aos eventuais temores, dúvidas, mas também desafios, que possamos ter. Modernidade e eficácia são apostas incontornáveis e conjuntas para dirigentes comandos e bombeiros.

Temos pautado a nossa postura por procurar estar sempre à frente dos problemas e esse desafio continua, no futuro mais do que nunca.

 

Artigo escrito de acordo com a antiga ortografia

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